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Senna, negação e puxão de orelha: Bota recupera brio e identidade na Libertadores

Técnico Jair Ventura provoca e desafia os atletas antes do jogo, equipe recupera espírito copeiro e avança às oitavas de final da Taça Libertadores com méritos

Um puxão de orelhas, esporadicamente, fez bem. Por vezes, se faz até necessário. Nesta quinta, o Botafogo voltou a ser o time que encantou no início da Libertadores. Foi organizado, dedicado e, acima de tudo, aguerrido. Uma equipe com brio e identidade. Mas a vitória por 1 a 0 diante do Atlético Nacional, atual campeão, começou momentos antes do início da partida: na preleção.

Para motivar, mostrar a importância da superação e resgatar o espírito do início da Libertadores, o técnico Jair Ventura apresentou ao elenco um vídeo sobre Ayrton Senna e algumas barreiras que o tricampeão da Fórmula 1 teve que enfrentar para se tornar um vencedor. Além disso, a comissão técnica também adotou uma estratégia diferente e fez uso da “negação”, provocando os atletas e dizendo que eles não seriam capazes de passar por alguns obstáculos.

– O Jair é um técnico maravilhoso. Além de motivador… Se um dia você tiver a oportunidade de assistir uma preleção dele… Os jogadores saem babando na gravata e querendo ganhar o jogo de qualquer maneira. É um grande ponto que o Botafogo tem. No final da preleção passaram um filme sobre o Ayrton, as etapas que ele passou… Isso motiva – afirmou Cacá Azeredo, vice de futebol do Botafogo.